13/09/2011

Anônimo – O Mago Lobisomem Ceifador



Vernus estava tranquilo em sua sala, apenas planejando a próxima tortura para Anônimo, quando a porta foi arrombada. Vernus assustado disse:

– Você?

– É, sou eu. Achou que eu ia ficar daquele jeito por muito tempo? Eu sou o filho da morte seu filho da puta! – Respondeu Anônimo.

– Mas... mas... mas...

– Não tem mais, agora a luta é entre nós, seu fantochesinho miserável! – Enquanto Anônimo falava, todos os esqueletos servos de Vernus viraram pó. – Vamos ver como você se sai sem seus lacaios, seu desgraçado!

– Só porque você tá fortinho, sem nenhuma ferida, você acha que pode me matar? Hahahahahahaha!

– Eu não acho, eu tenho certeza. – Ao Anônimo dizer isso, um clone dele apareceu atrás de Vernus, e com 
uma foice, arrancou a alma sua alma. O Anônimo que estava na porta se desfez e o clone disse para Vernus. – Eu disse que eu tinha certeza, mas você não quis acreditar, agora, vá pro inferno, a Morte te espera lá.




Enquanto isso, WereWolf lutava com Cérbero. Os dois caninos se atracavam no chão, um mordendo o outro, sangue voando, parecia uma visão do inferno. Depois de um tempo de batalha, Cérbero estava esgotado, mas WereWolf ainda não. O que se seguiu foi uma cena bizarra. Como WereWolf estava transformado em lobo há muito tempo, o instinto carnívoro tomou o controle. WereWolf aproveitou o cansaço de Cérbero e avançou em cima dele com tudo, e começou a ataca-lo com os dentes, rasgando a carne de Cérbero como se fosse papel. Mas WereWolf não jogava a carne fora, engolia a carne, a fome o tinha tomado por completo. A cada mordida, mais sangue jorrava.

Após não restar mais nada de Cérbero, WereWolf voltou a ser humano e disse para si mesmo:

– Satisfeito, hora de voltar pro acampamento, mas antes tenho que encontrar alguma coisa pros outros mestres comerem.

No acampamento, os outros seis mestres e Divine Pepper não estavam conseguindo matar a lacraia, então Hawk Ballad chegou e viu o que estava acontecendo e voou na direção dos mestres e falou:

– Tenho que falar com vocês, venham comigo.

Quando os outros seis mestres estava indo, Divine Pepper decidiu ficar e disse:

– Se não fosse por minha culpa, nós não estaríamos aqui, então vão e se escondam e que eu matar essa 
coisa!

– Não, você vem com a gente! A culpa não é sua! Lembra do que eu te falei? – Disse Peacock. – Se você não for, eu vou ficar aqui pra te ajudar!

– Não, vai com os outros. – Após Divine Pepper dizer isso, todos os outros mestres perderam a consciência. Divine Pepper levou Peacock para onde os outros mestres estavam e foi tentar destruir a lacraia gigante.

Divine Pepper sentou no chão em posição de lótus, e usou o único feitiço que aprendeu com Coruja, cruzou os dedos de uma mão na outra e começou a pronunciar algumas palavras em latim. Ao terminar, uma energia saiu de seu corpo e começou a penetrar no corpo da criatura.

Esse feitiço tem por objetivo, destruir a alma de quem está sendo atacado, mas tem dois inconvenientes, o tempo de uso é curto e a alma da pessoa que usou o feitiço, sai do corpo e não volta mais.


Ao entrar no corpo da Lacraia gigante, Divine Pepper tentou de todos os jeitos destruir a alma da criatura, mas a alma da criatura estava protegida por um feitiço da Coruja, o máximo que Divine Pepper conseguiu fazer, foi quebrar o feitiço que protegia a criatura e deixa-la imóvel, mas o tempo acabou e a alma de Divine Pepper se perdeu. Seu corpo jazia no chão, entre a Lacraia e o lugar onde os mestres estavam.


WereWolf chegou e viu Divine Pepper caída no chão. Largou a comida e foi em direção a ela, tentou acordá-la, mas viu que era tarde demais. Então ele foi procurar os outros mestres e achou-os desacordados em um buraco. WereWolf acordou-os e perguntou:

– Por que a Divine Pepper tá morta?

– O quê?! – Gritaram em uníssono os outros mestres.

– O corpo dela tá bem ali, e os olhos dela estão totalmente brancos. Deem uma olhada.

– Nossa! – Disse Green Fairy. – Isso é feitiço puro, e foi horrível, a alma dela sumiu. A assinatura desse feitiço é da Coruja, mas não foi a Coruja quem fez.

– E quem foi? – Perguntou Crazy Diva.

– A própria Divine Pepper. – Respondeu Green Fairy, agora num tom assustado, o feitiço que tinha deixado a Lacraia gigante imóvel passou e ela voltou a se mover, para desespero dos 10 Mestres da Loucura. Todos correram para o buraco, lá, She começou a falar:

– Enquanto a Green Fairy analisava o feitiço que a Divine Pepper usou, eu consegui penetrar na alma da criatura. A Divine Pepper conseguiu apenas quebrar o encantamento que protegia a criatura, mas essa já foi uma grande ajuda, a criatura tá totalmente vulnerável agora, mas vamos ter que usar os poderes de todos. Hunter, você começa cortando as patinhas da lacraia. Depois Green Fairy, Eu, Soul Star e Warrior Woman, queimem as feridas causadas pelo corte das patas. Crazy Diva, New Master e Hawk Ballad vão atacar a cabeça da criatura. Enquanto isso, Peacock e WereWolf preparam o corpo de Divine Pepper para fundir com a criatura, porque fundindo o corpo de quem conjurou o feitiço com o corpo do atingido enfraquecido, destrói quem foi atingido.

– Ok então, vamos! – Disse Hunter of Dreams

Tudo ocorreu como o planejado, estranhamente, tudo deu certo. Os Dez Mestres sentiram que alguma coisa havia mudado no Submundo. No Palácio, com o feitiço de possessão de corpo sem vida, Anônimo assumiu de corpo e alma o corpo de Vernus. Agora era só uma questão de tempo até a derrota de Coruja da Peste.

Na Cidade dos Hipócritas, Coruja da Peste havia adotado uma criança, para ser mais exato, uma garota de seis anos. O nome dela era Suzana. Ela era filha de um casal que morreu na invasão da Nova Cidade dos Loucos, agora renomeada como Flocânia. Com o trauma, a garota esqueceu tudo o que acontecera em sua vida, e Coruja se aproveitou disso e moldou sua mente a seu bel-prazer. Coruja fez Suzana acreditar que o responsável pela morte de seus pais foi Anônimo, que os Dez Mestres da Loucura eram demônios malditos, que Divine Pepper era uma traidora. Coruja também ensinou seus feitiços para a menina. Coruja havia encontrado alguém que poderia ser sua sucessora, pois ela sabia que, por mais poderosa que ela fosse, ela um dia iria cair, ela não era imortal.

Durante a noite, Coruja ficou falando sozinha durante muito tempo, talvez tivesse ficado com sequelas por causa dos poderes que abrigava. Em seu monólogo, ela falava sozinha:

– Eu sei que eu não sou imortal, por isso estou ensinando minhas artes a essa garota, por mais que eu seja poderosa agora, eu não vou resistir por muito tempo, meu corpo é fraco, minha mente é fraca, eu sou apaixonada por um ser que só existe em minha mente, eu sinto que está chegando o meu dia, mas antes, tenho que matar Anônimo e os Dez Mestres da Loucura. – Nesse momento, Coruja olhou para uma cadeira de balanço que começou a balançar, tudo ficou escuro, menos a cadeira.

Da cadeira surgiu uma figura conhecida, com seu manto preto e sua face de ossos, a Morte apareceu. Ela e a Coruja ficaram se encaram por um tempo, então ela decide romper o silêncio.

– Seu tempo está acabando, em breve você estará comigo no meu paraíso.

– Você chama aquilo de paraíso, aquilo é o pior lugar que eu já fui. E por favor, me dê mais um tempo, em questão de dias eu mato o Anônimo e os Dez Mestres e entrego as almas deles para você. – Disse Coruja em desespero.

– Vou pensar no seu caso, mas o fato de eu pensar em você lá na minha morada sofrendo é tão prazerosa. – Disse a Morte fingindo interesse.

– Não, eu não quero ir para lá! Eu já falei, meu capataz lá no Submundo me disse que já está quase na hora de matar o nosso prisioneiro. E eu sei que você prefere muitas almas a minha alma inútil.

– Nisso você tem razão, você é inútil, você merece menos importância que um escravo meu. Você é um trapo disfarçado de pano de qualidade. Você um ser desprezível fingindo-se de ser poderoso. Você é uma merda! - Coruja armou-se para atacar a Morte, mas a ceifadora lhe repreendeu. – Você sabe que eu sou muito mais poderosa que você, e sabe muito bem que qualquer ataque seu não vai adiantar. Se tentar mais uma gracinha te levo agora mesmo pra Tártaro.

– Não, não! Eu tenho uma filha pra criar, ela é muito nova pra eu deixar ela sozinha.

– Sei que filha é essa, filha nada, você matou os pais da garota e tá treinando ela pra ser sua sucessora. Você é uma covarde, nem tem certeza se vai conseguir matar seu prisioneiro, por isso você tá preparando uma sucessora. Pá! Matei a charada!

– Não é nada disso, eu quero apenas deixar uma semente minha aqui nesse mundo caso eu venha a falecer.

– Tá, tá. – Disse a Morte já querendo terminar a conversa. – Mas você só tem mais dois meses.
Ao terminar de falar, a Morte foi embora, e no caminho para Tártaro, disse a si mesma:

– Você não sabe o que a aguarda sua peste, você vai cair, e pela mão de uma das minhas sementes. Hahahahahahaha!


Os Dez Mestres estavam bem próximos do Palácio do Submundo, Anônimo estava armando um plano para matar Coruja da Peste, Coruja continuou com seu monólogo noite adentro, e a Morte estava armando uma surpresa.

Continua...

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