Vernus estava tranquilo em sua sala, apenas planejando a próxima tortura para Anônimo, quando a porta foi arrombada. Vernus assustado disse:
– Você?
– É, sou eu. Achou que eu ia ficar daquele jeito por muito tempo? Eu sou o filho da morte seu filho da puta! – Respondeu Anônimo.
– Mas... mas... mas...
– Não tem mais, agora a luta é entre nós, seu fantochesinho miserável! – Enquanto Anônimo falava, todos os esqueletos servos de Vernus viraram pó. – Vamos ver como você se sai sem seus lacaios, seu desgraçado!
– Só porque você tá fortinho, sem nenhuma ferida, você acha que pode me matar? Hahahahahahaha!
– Eu não acho, eu tenho certeza. – Ao Anônimo dizer isso, um clone dele apareceu atrás de Vernus, e com
uma foice, arrancou a alma sua alma. O Anônimo que estava na porta se desfez e o clone disse para Vernus. – Eu disse que eu tinha certeza, mas você não quis acreditar, agora, vá pro inferno, a Morte te espera lá.
Enquanto isso, WereWolf lutava com Cérbero. Os dois caninos se atracavam no chão, um mordendo o outro, sangue voando, parecia uma visão do inferno. Depois de um tempo de batalha, Cérbero estava esgotado, mas WereWolf ainda não. O que se seguiu foi uma cena bizarra. Como WereWolf estava transformado em lobo há muito tempo, o instinto carnívoro tomou o controle. WereWolf aproveitou o cansaço de Cérbero e avançou em cima dele com tudo, e começou a ataca-lo com os dentes, rasgando a carne de Cérbero como se fosse papel. Mas WereWolf não jogava a carne fora, engolia a carne, a fome o tinha tomado por completo. A cada mordida, mais sangue jorrava.
Após não restar mais nada de Cérbero, WereWolf voltou a ser humano e disse para si mesmo:
– Satisfeito, hora de voltar pro acampamento, mas antes tenho que encontrar alguma coisa pros outros mestres comerem.
No acampamento, os outros seis mestres e Divine Pepper não estavam conseguindo matar a lacraia, então Hawk Ballad chegou e viu o que estava acontecendo e voou na direção dos mestres e falou:
– Tenho que falar com vocês, venham comigo.
Quando os outros seis mestres estava indo, Divine Pepper decidiu ficar e disse:
– Se não fosse por minha culpa, nós não estaríamos aqui, então vão e se escondam e que eu matar essa
coisa!
– Não, você vem com a gente! A culpa não é sua! Lembra do que eu te falei? – Disse Peacock. – Se você não for, eu vou ficar aqui pra te ajudar!
– Não, vai com os outros. – Após Divine Pepper dizer isso, todos os outros mestres perderam a consciência. Divine Pepper levou Peacock para onde os outros mestres estavam e foi tentar destruir a lacraia gigante.
Divine Pepper sentou no chão em posição de lótus, e usou o único feitiço que aprendeu com Coruja, cruzou os dedos de uma mão na outra e começou a pronunciar algumas palavras em latim. Ao terminar, uma energia saiu de seu corpo e começou a penetrar no corpo da criatura.
Esse feitiço tem por objetivo, destruir a alma de quem está sendo atacado, mas tem dois inconvenientes, o tempo de uso é curto e a alma da pessoa que usou o feitiço, sai do corpo e não volta mais.
Ao entrar no corpo da Lacraia gigante, Divine Pepper tentou de todos os jeitos destruir a alma da criatura, mas a alma da criatura estava protegida por um feitiço da Coruja, o máximo que Divine Pepper conseguiu fazer, foi quebrar o feitiço que protegia a criatura e deixa-la imóvel, mas o tempo acabou e a alma de Divine Pepper se perdeu. Seu corpo jazia no chão, entre a Lacraia e o lugar onde os mestres estavam.
WereWolf chegou e viu Divine Pepper caída no chão. Largou a comida e foi em direção a ela, tentou acordá-la, mas viu que era tarde demais. Então ele foi procurar os outros mestres e achou-os desacordados em um buraco. WereWolf acordou-os e perguntou:
– Por que a Divine Pepper tá morta?
– O quê?! – Gritaram em uníssono os outros mestres.
– O corpo dela tá bem ali, e os olhos dela estão totalmente brancos. Deem uma olhada.
– Nossa! – Disse Green Fairy. – Isso é feitiço puro, e foi horrível, a alma dela sumiu. A assinatura desse feitiço é da Coruja, mas não foi a Coruja quem fez.
– E quem foi? – Perguntou Crazy Diva.
– A própria Divine Pepper. – Respondeu Green Fairy, agora num tom assustado, o feitiço que tinha deixado a Lacraia gigante imóvel passou e ela voltou a se mover, para desespero dos 10 Mestres da Loucura. Todos correram para o buraco, lá, She começou a falar:
– Enquanto a Green Fairy analisava o feitiço que a Divine Pepper usou, eu consegui penetrar na alma da criatura. A Divine Pepper conseguiu apenas quebrar o encantamento que protegia a criatura, mas essa já foi uma grande ajuda, a criatura tá totalmente vulnerável agora, mas vamos ter que usar os poderes de todos. Hunter, você começa cortando as patinhas da lacraia. Depois Green Fairy, Eu, Soul Star e Warrior Woman, queimem as feridas causadas pelo corte das patas. Crazy Diva, New Master e Hawk Ballad vão atacar a cabeça da criatura. Enquanto isso, Peacock e WereWolf preparam o corpo de Divine Pepper para fundir com a criatura, porque fundindo o corpo de quem conjurou o feitiço com o corpo do atingido enfraquecido, destrói quem foi atingido.
– Ok então, vamos! – Disse Hunter of Dreams
Tudo ocorreu como o planejado, estranhamente, tudo deu certo. Os Dez Mestres sentiram que alguma coisa havia mudado no Submundo. No Palácio, com o feitiço de possessão de corpo sem vida, Anônimo assumiu de corpo e alma o corpo de Vernus. Agora era só uma questão de tempo até a derrota de Coruja da Peste.
Na Cidade dos Hipócritas, Coruja da Peste havia adotado uma criança, para ser mais exato, uma garota de seis anos. O nome dela era Suzana. Ela era filha de um casal que morreu na invasão da Nova Cidade dos Loucos, agora renomeada como Flocânia. Com o trauma, a garota esqueceu tudo o que acontecera em sua vida, e Coruja se aproveitou disso e moldou sua mente a seu bel-prazer. Coruja fez Suzana acreditar que o responsável pela morte de seus pais foi Anônimo, que os Dez Mestres da Loucura eram demônios malditos, que Divine Pepper era uma traidora. Coruja também ensinou seus feitiços para a menina. Coruja havia encontrado alguém que poderia ser sua sucessora, pois ela sabia que, por mais poderosa que ela fosse, ela um dia iria cair, ela não era imortal.
Durante a noite, Coruja ficou falando sozinha durante muito tempo, talvez tivesse ficado com sequelas por causa dos poderes que abrigava. Em seu monólogo, ela falava sozinha:
– Eu sei que eu não sou imortal, por isso estou ensinando minhas artes a essa garota, por mais que eu seja poderosa agora, eu não vou resistir por muito tempo, meu corpo é fraco, minha mente é fraca, eu sou apaixonada por um ser que só existe em minha mente, eu sinto que está chegando o meu dia, mas antes, tenho que matar Anônimo e os Dez Mestres da Loucura. – Nesse momento, Coruja olhou para uma cadeira de balanço que começou a balançar, tudo ficou escuro, menos a cadeira.
Da cadeira surgiu uma figura conhecida, com seu manto preto e sua face de ossos, a Morte apareceu. Ela e a Coruja ficaram se encaram por um tempo, então ela decide romper o silêncio.
– Seu tempo está acabando, em breve você estará comigo no meu paraíso.
– Você chama aquilo de paraíso, aquilo é o pior lugar que eu já fui. E por favor, me dê mais um tempo, em questão de dias eu mato o Anônimo e os Dez Mestres e entrego as almas deles para você. – Disse Coruja em desespero.
– Vou pensar no seu caso, mas o fato de eu pensar em você lá na minha morada sofrendo é tão prazerosa. – Disse a Morte fingindo interesse.
– Não, eu não quero ir para lá! Eu já falei, meu capataz lá no Submundo me disse que já está quase na hora de matar o nosso prisioneiro. E eu sei que você prefere muitas almas a minha alma inútil.
– Nisso você tem razão, você é inútil, você merece menos importância que um escravo meu. Você é um trapo disfarçado de pano de qualidade. Você um ser desprezível fingindo-se de ser poderoso. Você é uma merda! - Coruja armou-se para atacar a Morte, mas a ceifadora lhe repreendeu. – Você sabe que eu sou muito mais poderosa que você, e sabe muito bem que qualquer ataque seu não vai adiantar. Se tentar mais uma gracinha te levo agora mesmo pra Tártaro.
– Não, não! Eu tenho uma filha pra criar, ela é muito nova pra eu deixar ela sozinha.
– Sei que filha é essa, filha nada, você matou os pais da garota e tá treinando ela pra ser sua sucessora. Você é uma covarde, nem tem certeza se vai conseguir matar seu prisioneiro, por isso você tá preparando uma sucessora. Pá! Matei a charada!
– Não é nada disso, eu quero apenas deixar uma semente minha aqui nesse mundo caso eu venha a falecer.
– Tá, tá. – Disse a Morte já querendo terminar a conversa. – Mas você só tem mais dois meses.
Ao terminar de falar, a Morte foi embora, e no caminho para Tártaro, disse a si mesma:
– Você não sabe o que a aguarda sua peste, você vai cair, e pela mão de uma das minhas sementes. Hahahahahahaha!
Continua...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
O seu comentário é muito importante para a vida desse blog, pois assim posso saber o que vocês estão achando dele. Então, comentem, podem elogiar, fazer críticas (construtivas), dar sugestões, enfim, só não pode haver desrespeito, senão eu vou ser obrigado a moderar seu comentário.