22/12/2012

O Cachorro do Vizinho – “O Que Você tem a Ver com Essa História Toda?”


O ônibus chegou à rodoviária mais cedo do que eu esperava e ainda estava de madrugada quando desembarcamos. Ainda estou assustado com a noite anterior e não estou acreditando no que eu disse de madrugada. Eu me lembrava de pedaços da minha discussão com Gelsinho no ônibus, mas achava que aquilo era um sonho até o Gelsinho acordar puto da vida comigo.

– Cara, quanto de Lorazepam você tomou ontem à noite? – Gelsinho me pergunta com um tom de voz que não dá pra distinguir se ele está falando sério ou brincando com a minha cara. – Você se lembra do que você disse ontem à noite?

– O que é que eu disse ontem à noite cara? – Pergunto ainda com sono e me sentindo como se eu tivesse sido pisoteado por uma manada de gnus.

– Deixa eu te lembrar do que você disse “Tu deve ter pegado meu Lorazepam, pra estar viajando assim que nem eu, cara, foi só um sonho, uma viagem, nós estamos mentalmente exaustos e não vamos voltar para o Rio.”.

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02/12/2012

O Cachorro do Vizinho – Uma Viagem Tranquila (Ou Não)

– TAQUEPARIU! Quando é que você vai me deixar em paz bicho maldito? – Grito.


– Assim que você morrer. – Responde Hades em meio a uma crise de risos assustadores.

– Tá falando com quem Jhonny? – Minha mãe pergunta subindo as escadas.

– Com ninguém – Respondo desviando o olhar da câmera e quando volto a olhá-la, Hades sumiu e é só a Glória dançando. – Só pensando alto.

Termino de arrumar minhas malas, e tomo banho, pois vou sair de casa com algumas horas de antecedência. Enquanto tomo banho, minha mãe acaba de assar um bolo pra eu levar na viagem. Meu pai chegou mais cedo hoje pra me levar na rodoviária, já que agora ele tem carro. E pelo visto chegou apressado, pois já foi logo berrando para eu não demorar no banheiro.

– Vou chamar o Gelsinho, daqui a pouco eu tô de volta, tá pai.

– Tá, vai lá, mas volta rápido que temos que sair daqui a pouco.

Saio de casa pra chamar o Gelsinho, e ele já está saindo com sua mala. Não sei como ele conseguiu fazer tudo aquilo caber dentro da mala (ele colocou muitos jogos para XBOX 360, e quando eu digo muitos, quer dizer que são muitos mesmo, além do próprio XBOX 360). Ele vem em direção a minha casa.

– Mas é muito lerdo mesmo né, rápido que daqui a pouco meu pai tá tirando o carro da garagem hein.

– Peraí cacete! Isso aqui tá pesado, vem cá me ajudar a carregar essa bosta aqui.

Ajudo o Gelsinho a trazer a mala dele pro meu portão, já falei pra ele que mala de rodinhas é muito melhor que essa de alça que ele tem.

– Aí, de novo eu vi o bicho. – Digo baixo para o pessoal da rua não escutar e achar que eu sou doido.

– Quando?

– Antes do banho, fui pegar a câmera e resolvi ver uns vídeos que eu gravei e então o cachorro apareceu no meio da tela e falou comigo.

– Cara, nem me fale mais desse demônio que o que mais quero é esquecer esse bicho.

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22/11/2012

O Cachorro do Vizinho – Eu Mato Aquele Demônio

– Jhonny, abre essa porta! – Meu pai grita quase arrombando a porta do meu quarto. Eu ainda estou com muito medo para sair da cama e abrir a porta, estou tremendo e chorando igual a quando eu tinha seis anos e acordava com medo da “Lacraia dos Olhos Verdes” que meu pai inventou para me fazer dormir mais cedo.

Meu pai consegue arrombar a porta e me vê encolhido na cabeceira da cama ainda tremendo e repetindo como um mantra:

– Eu mato, eu mato, eu mato, eu mato...

– O que aconteceu Johnny? O que você quer matar? – Meu pai pergunta.

– Aquele demônio, eu vou matar o Hades!

Só agora minha mãe consegue entrar no quarto, vejo que ela conseguiu ficar mais desesperada do que eu, só pelo tom de voz dela já dá para notar.

– Por que esse desespero todo meu filho? – Diz minha mãe sentando na cama e me abraçando.

– Ele tava aqui, na minha cama, a baba dele tava pingando no meu rosto, aquele demônio tava aqui!

Meu pai fica procurando o Hades pelo meu quarto, mas não acha nada. Minha mãe pergunta:

– Achou o cachorro Helinho?

– Não vi nenhum cachorro aqui. – Ele responde minha mãe e depois pergunta para mim. – Jhonny, tem certeza de que você viu o cachorro?

– Mas é claro que eu tenho! Sente só o fedor da baba daquele bicho. – Eu respondo um pouco mais calmo.

Meu pai olha para minha mãe com uma cara de “pega lá o remédio” e ela sai do quarto. Ela volta com o Lorazepam que o médico receitou quando eu tive o primeiro pesadelo com o cachorro.

– Eu tô falando isso já tem algum tempo, aquele véio desgraçado fez macumba pra mim, ele sabe que eu o vi dando chicotada no chão ao invés de bater no cachorro. – Falo enquanto tiro o comprimido da cartela. – Ele quer me deixar louco, ele sabe que eu tenho medo daquele bicho.

– Boa noite Jhonny. – Dizem meu pai e minha mãe quase em uníssono. Eu respondo e rapidamente pego no sono, e dessa vez sem nenhum pesadelo.

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20/11/2012

O Cachorro do Vizinho


Desde que eu me entendo por gente, sempre me falaram para ficar longe daquele cachorro, eu não entendia o porquê, mas eu sentia medo do cachorro toda vez que olhava para ele. O seu Tonho, o dono do cachorro e também nosso vizinho, não gostava dos comentários feitos na vizinhança sobre o cachorro, que de acordo com ele era “manso e só atacava quando se sentia ameaçado”.  Mas não foi o que vi quando o Gelsinho foi atacado seis anos atrás.

Naquele dia nós estávamos na rua brincando de pic-esconde, era a minha vez de contar, e o Gelsinho foi se esconder num beco bem escuro para depois bater o “Salve Todos”. Terminei de contar e a Glória estava atrás de mim e bateu o nome dela, então eu saí para procurar as outras crianças, bati o nome de todas, e só faltava o Gelsinho. O Gelsinho se escondeu tão bem que ficamos o procurando por bastante tempo.  Quando desistimos de procurar o Gelsinho, ele saiu correndo apavorado do beco onde estava e eu só vi aquele demônio em forma de cachorro correndo atrás dele, Gelsinho corria o quanto podia, mas como o joelho dele tava machucado, ele corria de um jeito engraçado e o demônio (ou cachorro) já o estava alcançando. O cachorro deu um salto e caiu em cima do garoto, e aquela cena era pior que filme de terror, o cachorro parecia estar possuído, tinha os olhos vermelhos e estava desfigurando Gelsinho. As crianças começaram a gritar desesperadas e eu fui chamar o Caio, o irmão mais velho do Gelsinho, para ajuda-lo. Quando eu voltei, o cachorro já tinha sido tirado de cima do Gelsinho e vários adultos estavam em volta ligando para conseguir uma ambulância. Vi o seu Tonho arrastando o cachorro todo machucado (acho que bateram no cachorro depois que o tiraram de cima do Gelsinho), e dando chicotada no bicho falando em voz alta “EU JÁ FALEI PRA VOCÊ FICAR DENTRO DO QUINTAL, HADES SEU CACHORRO MALDITO”, mas eu olhei melhor e vi que as chicotadas acertavam o chão, e não o corpo do cachorro. A ambulância chegou e Gelsinho foi levado para o hospital. Ele sobreviveu, mas teve que fazer várias cirurgias plásticas para corrigir o estrago que o cachorro fez.

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Tempo de Mudanças

Não se alguém aqui sabe, mas eu sou Católico Apostólico Romano, e faço parte do Grupo Jovem Nova Vida na minha Igreja. E nesse fim de semana, o Grupo Jovem realizou o EJC (Encontro de Jovens com Cristo) com o tema Santos ou Santos Decididos a Ir Para o Céu.

Pois bem, quando eu coloquei "Tempo de Mudanças" no título do blog, foi para expressar que agora eu estou em mudança, mudança de atitude quanto a minha vida espiritual. Antes desse retiro, eu estava com a minha fá um pouco balançada, estava em cima do muro quanto à escolha entre o mundo e Deus, e não estava levando a sério o fato de que agora, como crismado, eu sou responsável pela minha fé e pela minha vida espiritual.

Fui para o retiro na sexta-feira a noite e fiquei lá até domingo de tarde. Houveram várias palestras, testemunhos de pessoas que eram viciadas e que hoje se libertaram do vício (Graças a Deus!), momentos de reconciliação simbólica com os pais, mas o momento que mais me impactou e que me despertou foi o momento do barro simbolizando o pecado, e em um momento, a pessoa que estava dirigindo aquele momento, falou que quem se sentisse tocado, para ir lá e se sujar de barro, com a aquele barro simbolizando o nosso pecado, e eu fui. Nessa hora eu comecei a sentir um aversão tão forte a tudo o que eu estava fazendo de errado que minha primeira ação foi ficar tentando tirar o barro seco de mim.

Ali eu acordei, comecei mesmo a levar a sério o Sacramento do Crisma que eu recebi a três semanas. Pensei em tudo o que eu estava fazendo e quis apagar tudo aquilo de mim, assim como eu tentava tirar o barro que já tinha secado.

Depois do término desse momento, teve um Terço e logo depois, Adoração a Jesus Cristo Sacramentado, e de novo bateu em mim aquela vontade de apagar tudo o que eu fiz de errado. Mas eu vi que apagar o que nós fazemos de errado, é impossível, mas levantar depois de cair, se arrepender e pedir perdão a Deus depois de pecar, é possível.

Depois desse EJC, eu vi que vai ser muito difícil conciliar a minha juventude com a santidade que eu almejo, mas com determinação, e com a minha decisão de deixar Deus entrar no meu coração, eu vou orar muito e me esforçar para que essa mudança não seja só coisa do momento, e sim que dure a minha vida toda.

Eu quis escrever isso aqui, pois quero muito compartilhar esse momento com muitas pessoas, e por favor, se você não é católico, não perca o seu tempo com comentários atacando a minha fé. Obrigado

Abraços
Daniel Bart Pinheiro

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19/11/2012

Esclarecimentos

Como vocês podem notar, de novo eu passei um tempo longe, então, se você quiser ser meu leitor, terá que aprender e esperar. Me perdoem por essa demora toda, mas estou terminando o Ensino Médio, acabei de fazer o ENEM e não tive tempo de cuidar do blog. Vejo que as visitas caíram muito, mas assim que eu puder, eu volto a publicar mais coisas aqui.

Já ia me esquecendo, próxima postagem terão novidades, um novo conto, e dessa vez é de terror. Só uma coisa, não fiquem bravos comigo pelas futuras demoras do conto, pois comecei a escrevê-lo essa semana e vou escrevendo e publicando os capítulos, pois até agora só tenho a metade um capítulo pronto.

O nome do próximo conto é O Cachorro do Vizinho. Espero que gostem, até sábado eu posto aqui o primeiro capítulo.

Abraços
Daniel Bart Pinheiro

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02/06/2012

Anônimo - Sua Hora Chegou


– O que você quer de mim? – Perguntou Coruja enquanto andava para trás.

– Como assim o que eu quero de você? Eu quero acabar com a tua vida, assim como você acabou com a minha. – Respondeu Anônimo em um tom de voz sádico.

– Mas você tá vivo, olha, você voltou.

– É, eu voltei, e não foi graças a você. Se não fosse uma convulsão, eu não estaria aqui agora.

– Por favor, não me mate! – Coruja começou a chorar.

– Por que eu teria piedade de uma criatura sem vergonha que nem você, e além do mais, eu vou te fazer um favor, eu sei que você está doente, e que vai morrer logo, e sei que está criando uma órfã, e que matou os pais dela pra cria-la.

– Como você sabe disso? Morte, é você?

– Não! Sou apenas o filho dela. Ou você acha que ela iria deixar o filho dela morrer nas mãos de um ser tão inútil?

– Cala a boca! – Coruja se armou para atacar Anônimo e parou no mesmo instante em que Anônimo criou um raio em sua mão esquerda.

– Se tentar alguma gracinha eu te mato agora mesmo, vamos sair daqui, tenho um lugar melhor para brincar contigo. – Anônimo puxou Coruja para perto dele com telecinésia e desapareceu na escuridão da floresta.

______________

– Cadê o Anônimo? Já faz seis horas que ele foi pro mundo superior e até agora não voltou. – Disse Green Fairy voando de um lado para o outro.

– Essa demora tá muito estranha, se ele não voltar eu pego um dos livros dele e abro um por... – Peacock parou de falar assim que um portal de abriu.

– Eu falei que eu traria esse pedaço de merda falante pra nós darmos um jeito. – Disse Anônimo enquanto jogava Coruja da Peste com força em uma parede e saía do portal. Todos olharam surpresos para Coruja e depois para Anônimo. – Vamos deixar pra comemorar depois, primeiro vamos matar a desgraça, mas não aqui.

Anônimo abriu outro portal, e enquanto os Dez Mestres da Loucura atravessavam-no, Anônimo pegou Coruja pelo pescoço e a jogou para dentro do portal. Em uma dimensão desconhecida, onde tudo o que existia era nada, um completo vazio.

Uma cadeira elétrica surgiu, Coruja foi forçada a sentar na cadeira. Antes de ligar a cadeira, Anônimo retirou os poderes de Coruja e os enviou para a Morte.

– Em breve você vai para onde seus poderes estão. Quem quer ser o primeiro a apertar o botão? – Disse Anônimo.

Hawk Ballad foi o primeiro, logo depois, os outros nove também fizeram a mesma coisa. De repente, a boca de Coruja começou a ser costurada e Soul Star começou a arrancar as unhas de Coruja, uma por uma. Ao mesmo tempo, Crazy Diva descascava a pele do abdômen de Coruja, que em um segundo passou de uma cadeira elétrica para uma maca fria de metal. Pó de mico com vidro foi jogado no abdômen recém-aberto de Coruja, que não se mexia, mas sentia toda a dor causada pela tortura. Peacock começou a jogar ácido em Coruja, New Master pegou uma corrente e começou a bater em Coruja, Green Fairy foi cortando a pele que restava de Coruja com uma adaga.

– Mestres da Loucura, eu quero a atenção de vocês. Agora chegou a hora de mandar esse demônio pra Tártaro, peguem suas adagas, vamos arrancar o coração dela.

Dito isso, Anônimo fez uma incisão no grande peitoral de Coruja e depois arrancou o osso esterno à força. O coração de Coruja ainda pulsava, bem fraco. Anônimo convocou todos para ficarem em volta da maca e explicou o que tinha que fazer. Quando Anônimo fez o sinal, todos cravaram a adaga no coração de Coruja.

A alma de Coruja saiu do corpo e ficou girando e gritando como um demônio, ela tinha uma aparência horrenda que não lembrava em nada um ser humano. Anônimo cortou todas as veias e artérias que ligavam o coração ao corpo, pronunciou algumas palavras estranhas e a alma de Coruja foi sendo sugada para o coração. Houve um terremoto e de repente Tártaro apareceu. Todos ficaram assustados com a aparência da dimensão infernal que era Tártaro. Anônimo fez reverência e entregou o coração de Coruja a Morte. A Morte, por sua vez, amassou o coração e direcionou a alma para o turbilhão de almas atormentadas. Peacock que estava querendo saber sobre Divine Pepper, se dirigiu a Morte e perguntou:

– A alma da Divine Pepper veio parar aqui?

– Não, nem eu sei onde a alma dela foi parar. – Respondeu a Morte.

– Eu acho que eu sei onde ela está, e se estiver onde eu acho, não tem volta. – Disse Soul Star. – Acho que a alma dela ficou presa no corpo morto da lacraia gigante e a alma dela só vai ficar livre quando o corpo da 
lacraia se decompuser.

Peacock não falou nada. Anônimo abriu um portal para o submundo e abriu outro para o mundo superior na Nova Cidade dos Loucos.

– Enfim em casa. – Disse Peacock.

– Ainda temos que recuperar a cidade original. – Gritou Hawk Ballad de um cômodo afastado.

– Então vamos ué, soube que o diabo está lá, e eu quero atormentá-lo. – Falou Green Fairy em tom de brincadeira.

Os Dez Mestres da Loucura desceram para o térreo do prédio, pegaram suas motos e saíram correndo em direção a original Cidade dos Loucos.

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01/06/2012

A Crise do Professor


Um homem caminha em direção à sala de aula, é o professor. Ele entra e cumprimenta a turma, mas ninguém lhe dá atenção, estão todos conversando. O professor começa a escrever no quadro, diz para os alunos copiarem, pois aquilo iria cair na prova, mas os alunos fingem que não ouvem e continuam conversando.
            Quando o relógio marca quinze horas e vinte minutos, o professor libera a turma para o intervalo e fica na sala para corrigir as provas. Ele fica decepcionado com os alunos, pois todas as notas ficaram abaixo da média.
            O sinal toca e os alunos voltam para a sala. Eles fazem muito barulho, como se quisessem perturbar o juízo do professor, que visivelmente abatido, sai da sala para se acalmar. Os alunos comentam sobre como o professor é chato, sobre a fulana que perdeu a virgindade, sobre uma colega que passou mal no intervalo depois que disse ter tido uma visão, e vários outros assuntos que não tinha nada haver com a matéria.
            O professor volta à sala e começa a distribuir as provas, então os alunos ficam revoltados com as notas baixas e começam a reclamar, e aquilo começa a fazer efeito na mente do professor que de uma hora pra outra dá um grito e se transforma em outra pessoa.
Começa a socar a mesa, pula de um lado para outro, distribui um festival de socos nos alunos que tentam a sorte de parar o professor. Um aluno de porte físico médio pula em cima das costas do professor. O professor gira de um lado para o outro tentando tirar o aluno de cima dele e bate com as costas do aluno na parede. Ouve-se um estalo e o aluno já sabe que nunca mais vai andar. O professor joga o aluno no chão e o esmaga pulando em cima dele.
A polícia chega e usa a arma de choque elétrico para conter o professor. O professor cai no chão tremendo como um epiléptico e o policial o algema. Enquanto os policiais saem levando o professor para o camburão, aluna que havia passado mal durante o intervalo sai da enfermaria e começa falar como uma louca:
– Eu sabia, eu sabia!

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21/04/2012

Palavras tem Poder

Sabe quando alguém fala que vai acontecer alguma coisa e acaba acontecendo mesmo? Já vi isso ocorrer, e não foi só comigo. Minha Mãe já fez isso duas vezes, ela falou e aconteceu, mas com ela é só coisa boa. Já comigo, a história é outra, se eu abro a boca para falar desgraça, a desgraça acontece, desde coisas mais bobas até coisas sérias.

Uma das mais bobas foi quando meu colega estava jogando tamancobol e eu falei que ele ia perder. Pois é, ele acabou perdendo mesmo graças a boca maldita que pertence a mim. É óbvio que muitas vezes ele perdeu por causa de mim, mas não foi porque eu ordenei ao destino que ele perdesse e ele perdeu, foi mais como uma desestabilização (imagina você tentando jogar tamancobol e tem um maluco beleza falando a cada minuto que você vai perder), ele se desconcentrava e acabava perdendo.

Isto é um mesa de tamancobol
Agora, caso sério foi quando um cara passou empinando moto perto do meu curso e como sempre, eu falei "Tomara que caia, bata a cabeça e fique em coma por um bom tempo pra aprender a não ser tão babaca". Então, o cara caiu da moto, não sei o que aconteceu depois, mas a julgar pelo modo como o cara começou a chamar ajuda, não deve ter acontecido nada de mais grave.

Desde criança falam pra eu não falar "desgraça, diabo, etc." porque vai atrair coisas ruins para minha vida, e eu sempre brinco que se falar atraísse as coisas, eu já estaria rico. Certamente algumas palavras tem uma carga negativa, como o próprio "NÃO". É óbvio que se você botar o "não" em muitas coisas da sua vida, elas não vão acontecer mesmo. Essas coisas de "Eu não vou conseguir", "Eu não sou capaz", "Eu não posso" só vão te arrastar pra baixo.

Às vezes não é nem a palavra que é negativa, o modo como você fala já deixa a expressão negativa, como quando você dá um bom dia, mas dando aquele bom dia sem sal, sem animação, com aquela expressão de "bom dia é o caralho, ainda tô com sono e tenho que trabalhar", ou então quando um amigo conta uma coisa boa que aconteceu com ele e você diz "Hum" com aquele ar de "o que isso tem haver comigo?"

Gente Louca que lê meu blog, eu proponho um desafio a vocês, o de ficar pelo menos 5 dias sem negatividade, até eu vou tentar entrar porque eu também sou muito negativo. Se você conseguir, comente aqui e fale o que mudou em seu dia a dia.

Música de Hoje: Dreamer Deceiver - Judas Priest

Abraços
Daniel Bart Pinheiro

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19/04/2012

Doppelgängers

Nome estranho né, mas é uma palavra de verdade mesmo. Ela se originou da junção entre doppel (réplica) e gänger (ambulante) e é uma palavra alemã. De acordo com algum redator da Wikipédia, doppelgänger "é um monstro ou ser fantástico que tem o dom de representar uma cópia idêntica de uma pessoa que ele escolhe ou que passa a acompanhar (como dando uma ideia de que cada pessoa tem o seu próprio). Ele imita em tudo a pessoa copiada, até mesmo as suas características internas mais profundas."Pois bem, minha vida já é estranha desde sempre, e um dos ápices da estranheza foi eu me ver andando na rua quando na verdade eu estava em casa, tá certo que ele parecia mais velho, parecido com o caso de Johann Wolfgang von Goethe, que quando estava cavalgando por uma estrada, viu um sósia muito parecido com ele, indo no sentido contrário e com uma roupa diferente, e oito anos depois e ele cavalgava pela mesma estrada, no mesmo sentido e com a mesma roupa do sósia.Mas voltando ao presente, essa não foi a única vez que eu vi um doppelgänger, anos antes eu tinha visto um sósia meu no Domingo Legal do SBT, ele tinha a mesma idade que eu, a mesma aparência a mesma voz, o mesmo jeito Daniel Bart Pinheiro de ser, e o nome do garoto era Daniel (só faltava ele dizer que nasceu dia 24 de Janeiro e que o sobrenome dele era Silva Pinheiro). Outra vez, dias depois de ver meu doppelgänger mais velho, eu vi o doppelgänger de um colega meu, eu o chamei mas parece que ele nem ouviu. Outro doppelgänger de outra pessoa que eu vi foi o da minha prima na fila do banco, mas parecia mais velha e mais gorda.


Várias pessoas dizem que me viram em vários lugares que eu nunca estive, sendo que na hora que eles me viram, ou eu estava no colégio, em casa ou no trabalho. Já me viram até entrando na zona do baixo meretrício, sendo que eu nunca estive lá.


P.S.: Eu acho que meu pai é doppelgänger do Lionel Richie, e não é só eu que acho isso.


Abraços
Daniel Bart Pinheiro

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05/04/2012

A Influência do Black Sabbath na Minha Vida

Pois é, esses dias eu tenho ouvido muitas músicas do Black Sabbath e essa semana eu estava lendo sobre a história deles até o oitavo álbum (Never Say Die!), e na época da gravação do álbum Sabbath Bloody Sabbath, começaram a acontecer coisas estranhas com os integrantes da banda, como uma faísca de um candelabro caiu no tapete do salão onde o Ozzy estava dormindo e começou um verdadeiro incêndio (detalhe, não se sabe como essa faísca caiu). Na mesma noite, meia hora depois, enquanto eles estavam andando pelo corredor principal do segundo andar, um vulto corre e entra em um dos salões do segundo andar. Quando eles criaram coragem para ir para onde o vulto foi, a porta de entrada do salão estava aberta, mas a porta de saída que dava para um outro cômodo do castelo estava trancada a cadeado pelo lado de dentro (o lado onde a banda estava). E durante a concepção e a gravação do álbum ainda aconteceram muitas coisas bizarras que eu não vou dizer para não esticar muito esse post.
Mas, indo ao assunto principal, eu acho que por eu ter lido isso, coisas estranhas começaram a acontecer aqui em casa. Na mesma noite que eu li já começou a acontecer, era 1:00h da manhã no relógio do meu computador, eu pisquei o olho o relógio voltou para 00:59h. Na madrugada seguinte, eu acordei às 3:00h da manhã e vi um vulto na frente da minha cama. Ontem no colégio, eu ouvi uma colega minha me chamar, mas tinha um pequeno probleminha, ela não havia chegado na escola ainda (ano passado foi ela que ouviu minha voz sem eu estar por perto). Outra coisa que está acontecendo comigo é inspiração para escrever músicas com letras sombrias, bem ao estilo Black Sabbath. Me digam, "The House of the Necrophilic Woman" (A Casa da Mulher Necrófila) não é lá um título leve pra uma música né?


Abraços
Daniel Bart Pinheiro

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