05/09/2013

Novidades

Boa tarde leitores, estão com saudades? Então, estou com algumas novidades, e a primeira é para quem não quer ter o trabalho de ler O Cachorro do Vizinho dividido em capítulos aqui no blog. Estou disponibilizando para vocês O Cachorro do Vizinho em PDF sob a licença CC-BY-NC-ND. O que significa isso? Significa que eu licenciei pela Creative Commons e como eu estou com preguiça de explicar o que essa licença permite, vou fazer um Ctrl+C Ctrl+V na explicação do site da Creative Commons.

"Esta licença é a mais restritiva dentre as nossas seis licenças principais, permitindo redistribuição. Ela é comumente chamada “propaganda grátis” pois permite que outros façam download das obras licenciadas e as compartilhem, contanto que mencionem o autor, mas sem poder modificar a obra de nenhuma forma, nem utilizá-la para fins comerciais."

O Cachorro do Vizinho.pdf (4Shared)

Aproveitando este post, a partir da semana que vem, a começar por um novo conto e eu quero perguntar-lhes...

... Vocês já viram este homem em seus sonhos?


Outra novidade é a adição de mais três editores para o Histórias de um 22 que entrarão assim que possível, isso significa mais conteúdo, porque eu sozinho não tenho condições de cuidar do blog.

Então é isso galera, até breve com o novo conto.

P.S.: Sim, eu sei que "Este Homem" foi um viral, mas a ideia de várias pessoas sonhando com o mesmo cara mexeu com o meu lado escritor.

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02/06/2013

Aviso (Calma que não é notícia ruim)

Bom dia loucos (passou de 00:00, para mim já é bom dia), já estão sentindo falta dos contos? Vou abrir o jogo e falar que eu não prometo nada, mas já estou com uma ideia de um novo conto para postar aqui, até nome já tem (e só vou revelar esse nome quando o primeiro capítulo estiver pronto). Bom, a parte do "não prometo nada" é porque eu voltei a escrever o meu primeiro livro, que estava engavetado desde o ano passado por causa de O Cachorro do Vizinho. Vou tentar dividir o tempo entre esse novo conto e o livro, mas já fiquem avisados de que, se os intervalos entre os capítulos de O Cachorro do Vizinho foram grandes, nesse novo conto esses intervalos podem ser maiores, então já logo aviso para depois não falarem que eu abandonei o Histórias de um 22.
Então, era só isso o que eu tinha para dizer mesmo, e até mais. E para aliviar, vou postar um conto que eu escrevi no 8º ano, mas que já foi reescrito e que será reescrito novamente ainda essa semana, pois ainda está meio cru.

P.S.: Esse blog já ficou abandonado uma vez sim, mas foi só uma vez e eu juro que nunca mais faço isso.

Daniel Bart Pinheiro

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03/05/2013

O Cachorro do Vizinho - A Minha Vendeta



“Puta que pariu!“ Foi só o que minha mente conseguiu produzir, e nesse momento eu percebi que eu havia começado uma jornada de afastamento da realidade, uma jornada lenta e que eu recebi como um alívio, mas ainda sentia, ouvia, e podia falar, eu ainda não estava catatônico.

– Ó, eu vou tirar a fita adesiva da sua boca, mas se gritar leva um chute nos ovos! – Disse Tonho com um tom de voz alternando entre o infantil e o grosseiro.

Ele lentamente tira a fita adesiva, quase não sinto nada, acho que levei tanta porrada dormindo que meu corpo está todo entorpecido. Assim que ele tira, eu cuspo sangue e dentes no chão, eu acho que apanhei dos dois, do Tonho e do Rogério.

– Por que ainda não me matou? Você já conseguiu o que queria, não é? – Eu sussurro.

– E o que eu queria? Você por acaso lê mentes? Até onde eu sei o praticante de magia negra aqui sou eu seu moleque filho da puta! – Disse o Tonho

– Cacete – Murmuro num tom impaciente – Seu objetivo não era se vingar da minha avó destruindo a minha mente?

O velho ri loucamente e diz entre risos:

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13/02/2013

O Cachorro do Vizinho - Surpresas


– Vou te levar pro Rio de Janeiro amanhã!

– Não, eu não quero voltar pro Rio, não com aquele cachorro maldito querendo me matar! – Eu gritei.

– Olha só meu querido sobrinho-neto, agora eu sou o médico responsável por você, ou seja, eu não posso te deixar aqui e ir para o Rio sozinho pra dar um jeito no vagabundo do meu irmão, então você também terá 
que voltar ao Rio. Eu sou seu psicólogo agora, entendeu?

– Não, eu não quero voltar, não depois do que aquele bicho fez com a Glorinha.

– A sua amiga está bem lá no Rio, ela só levou um tombo e desmaiou.

– Mesmo assim ainda vou pensar se eu vou pro Rio ou não.

– Você vai para o Rio sim e fim de papo, além do mais, você tem que enfrentar seu medo. – Após dizer isso ele se levanta, se despede de maneira rude e sai. Médico mais ranzinza, pior ainda é meu tio-avô, isso é jeito que se trata um paciente que também é sobrinho-neto? Eu não quero voltar para o Rio nem tão cedo.

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08/02/2013

O Cachorro do Vizinho - Parente


Um enjoo toma conta de mim e meu estômago faz força para vomitar, mas como ainda é de manhã e eu ainda não comi, não sai nada. Começo a ficar tonto e vejo tudo rodar, eu ouço os uivos de Hades, tenho a impressão de que estou em minha casa, no Rio de Janeiro, mas eu luto para essa sensação passar, eu não quero esse demônio na minha mente, pelo menos agora não.

A impressão de que estou em minha casa passa, mas eu tombo para o lado e começo a tremer em posição fetal, chorando e gritando como quando o Hades apareceu na minha cama.

– NÃO, A GLORINHA NÃO! EU VOU MATAR AQUELE BICHO MALDITO! E VOU MATAR LENTAMENTE, E VOU MATAR AQUELE VELHO DESGRAÇADO TAMBÉM!

Pelo canto do olho, vejo Gelsinho chegando, mas só vejo mesmo, porque eu não estou ouvindo mais nada, será que eu fiquei surdo? Eu começo a tremer no chão e viro os olhos, mas ainda sinto o meu corpo, e sinto um caldo quente dentro da minha cueca. Sinto braços me sacudindo, mas não sei de quem são, pois não consigo ver nada. Então tudo fica preto e eu não consigo ver nada.

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31/01/2013

O Cachorro do Vizinho - Manicômio e Glorinha


Não consigo ver nada, está tão escuro que parece que eu posso tocar a escuridão. Ando meio tonto por causa do Lorazepam e caço alguma parede, alguma coisa pra me apoiar. Depois de ficar por meia hora andando com as mãos na frente, eu consigo achar uma parede que convenientemente tem um interruptor. Eu ligo o interruptor e tudo explode em uma luz branca.

Gradualmente a luz branca diminui e tudo ao meu redor ganha cores pesadas. As paredes o teto são manchados de infiltrações, e olhando para o chão tem-se a impressão de que ele já foi branco. Estou em um corredor comprido, e mesmo com um silêncio assustador, eu sinto algo me chamando a ir em frente.

Avanço e começo a ouvir uma musiquinha enjoada que vai aumentando quanto mais eu avanço pelo corredor. Ao longe consigo vislumbrar uma porta de madeira, e quando chego mais perto, vejo que ela não está trancada. O som da música enjoada é abafado pela pesada porta de madeira. Hesito em abrir, mas minha curiosidade vence e entro no que parece ser um espaço de convivência. Há várias pessoas com comportamentos estranhos, uma delas está andando de quatro perseguindo moças novas, outro está escutando um radinho de pilha e parece estar tão entretido que está com os olhos virados e falando com o rádio. Todos usam roupas que parecem pijamas, e quando vejo uma enfermeira percebo que aquilo é um hospício. A partir daí eu perco todo controle sobre mim, meu corpo não responde aos comandos do meu cérebro.

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06/01/2013

O Cachorro do Vizinho – Buraco no Chão


– Como?! – Eu pergunto como se eu não tivesse entendido.

– Você é neto do Tonho, mas pelo amor de Deus, não conta isso pra ninguém, já foi difícil esconder isso do Altair quando ele tava vivo, mas seu pai não sabe e nem pode saber. – Minha vó responde quase chorando.

– Mas como pode isso vó? Aquele véio maluco sabe que o Jhonny é neto dele? – Gelsinho pergunta calmamente, mas quase passado para o desespero.

– Ele sabe sim, e é por isso que o maldito do cachorro dele vem atormentando vocês.

– Mas o que eu tenho a ver com essa história toda, se nem neto de sangue da senhora eu sou? – Gelsinho pergunta já desesperado.

– É vó. Por que o Gelsinho tá envolvido nesse rolo também? – Eu também pergunto tentando me controlar.

– O desgraçado sabe que eu te amo como se você fosse meu neto Gelsinho, ele está fazendo isso para me atingir e atingir vocês dois.

– E por que meu pai não está tendo esses pesadelos também? Ele é filho do Tonho, ele também tinha que ter pesadelos com o Hades né?

– Lembra quando o Gelsinho foi atacado pelo Hades há seis anos? Seu pai não viu, mas você viu o véio dando chicotada no chão, e do jeito que aquele véio mexe com bruxaria, ele sabe o que você viu, e sabe que as únicas pessoas que acreditaram quando você disse isso fomos eu e Gelsinho.

– Mas vó, o que a gente pode fazer pra acabar com essa merda toda? – Gelsinho pergunta quase chorando.

– Há dois modos. O primeiro modo é alguém nós matar o cachorro.

– Como você sabe que temos que matar o cachorro?

– Também tenho os mesmos pesadelos, esqueceu? E o segundo modo é o mais fácil, mas também é aquele que vai acabar com a família, que é falar para o seu pai que ele é filho do Tonho e depois para os seus tios, e esse eu não vou fazer de jeito nenhum.

Um silêncio assustador se faz na casa da vó Mariana e do nada eu ouço latidos. Pergunto se alguém ouviu os latidos, mas nem minha vó e nem Gelsinho ouviram o latido. Os latidos começam a ficar mais altos e se transformam em uivos, e agora minha vó e Gelsinho podem ouvi-los.

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