02/06/2012

Anônimo - Sua Hora Chegou


– O que você quer de mim? – Perguntou Coruja enquanto andava para trás.

– Como assim o que eu quero de você? Eu quero acabar com a tua vida, assim como você acabou com a minha. – Respondeu Anônimo em um tom de voz sádico.

– Mas você tá vivo, olha, você voltou.

– É, eu voltei, e não foi graças a você. Se não fosse uma convulsão, eu não estaria aqui agora.

– Por favor, não me mate! – Coruja começou a chorar.

– Por que eu teria piedade de uma criatura sem vergonha que nem você, e além do mais, eu vou te fazer um favor, eu sei que você está doente, e que vai morrer logo, e sei que está criando uma órfã, e que matou os pais dela pra cria-la.

– Como você sabe disso? Morte, é você?

– Não! Sou apenas o filho dela. Ou você acha que ela iria deixar o filho dela morrer nas mãos de um ser tão inútil?

– Cala a boca! – Coruja se armou para atacar Anônimo e parou no mesmo instante em que Anônimo criou um raio em sua mão esquerda.

– Se tentar alguma gracinha eu te mato agora mesmo, vamos sair daqui, tenho um lugar melhor para brincar contigo. – Anônimo puxou Coruja para perto dele com telecinésia e desapareceu na escuridão da floresta.

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– Cadê o Anônimo? Já faz seis horas que ele foi pro mundo superior e até agora não voltou. – Disse Green Fairy voando de um lado para o outro.

– Essa demora tá muito estranha, se ele não voltar eu pego um dos livros dele e abro um por... – Peacock parou de falar assim que um portal de abriu.

– Eu falei que eu traria esse pedaço de merda falante pra nós darmos um jeito. – Disse Anônimo enquanto jogava Coruja da Peste com força em uma parede e saía do portal. Todos olharam surpresos para Coruja e depois para Anônimo. – Vamos deixar pra comemorar depois, primeiro vamos matar a desgraça, mas não aqui.

Anônimo abriu outro portal, e enquanto os Dez Mestres da Loucura atravessavam-no, Anônimo pegou Coruja pelo pescoço e a jogou para dentro do portal. Em uma dimensão desconhecida, onde tudo o que existia era nada, um completo vazio.

Uma cadeira elétrica surgiu, Coruja foi forçada a sentar na cadeira. Antes de ligar a cadeira, Anônimo retirou os poderes de Coruja e os enviou para a Morte.

– Em breve você vai para onde seus poderes estão. Quem quer ser o primeiro a apertar o botão? – Disse Anônimo.

Hawk Ballad foi o primeiro, logo depois, os outros nove também fizeram a mesma coisa. De repente, a boca de Coruja começou a ser costurada e Soul Star começou a arrancar as unhas de Coruja, uma por uma. Ao mesmo tempo, Crazy Diva descascava a pele do abdômen de Coruja, que em um segundo passou de uma cadeira elétrica para uma maca fria de metal. Pó de mico com vidro foi jogado no abdômen recém-aberto de Coruja, que não se mexia, mas sentia toda a dor causada pela tortura. Peacock começou a jogar ácido em Coruja, New Master pegou uma corrente e começou a bater em Coruja, Green Fairy foi cortando a pele que restava de Coruja com uma adaga.

– Mestres da Loucura, eu quero a atenção de vocês. Agora chegou a hora de mandar esse demônio pra Tártaro, peguem suas adagas, vamos arrancar o coração dela.

Dito isso, Anônimo fez uma incisão no grande peitoral de Coruja e depois arrancou o osso esterno à força. O coração de Coruja ainda pulsava, bem fraco. Anônimo convocou todos para ficarem em volta da maca e explicou o que tinha que fazer. Quando Anônimo fez o sinal, todos cravaram a adaga no coração de Coruja.

A alma de Coruja saiu do corpo e ficou girando e gritando como um demônio, ela tinha uma aparência horrenda que não lembrava em nada um ser humano. Anônimo cortou todas as veias e artérias que ligavam o coração ao corpo, pronunciou algumas palavras estranhas e a alma de Coruja foi sendo sugada para o coração. Houve um terremoto e de repente Tártaro apareceu. Todos ficaram assustados com a aparência da dimensão infernal que era Tártaro. Anônimo fez reverência e entregou o coração de Coruja a Morte. A Morte, por sua vez, amassou o coração e direcionou a alma para o turbilhão de almas atormentadas. Peacock que estava querendo saber sobre Divine Pepper, se dirigiu a Morte e perguntou:

– A alma da Divine Pepper veio parar aqui?

– Não, nem eu sei onde a alma dela foi parar. – Respondeu a Morte.

– Eu acho que eu sei onde ela está, e se estiver onde eu acho, não tem volta. – Disse Soul Star. – Acho que a alma dela ficou presa no corpo morto da lacraia gigante e a alma dela só vai ficar livre quando o corpo da 
lacraia se decompuser.

Peacock não falou nada. Anônimo abriu um portal para o submundo e abriu outro para o mundo superior na Nova Cidade dos Loucos.

– Enfim em casa. – Disse Peacock.

– Ainda temos que recuperar a cidade original. – Gritou Hawk Ballad de um cômodo afastado.

– Então vamos ué, soube que o diabo está lá, e eu quero atormentá-lo. – Falou Green Fairy em tom de brincadeira.

Os Dez Mestres da Loucura desceram para o térreo do prédio, pegaram suas motos e saíram correndo em direção a original Cidade dos Loucos.

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01/06/2012

A Crise do Professor


Um homem caminha em direção à sala de aula, é o professor. Ele entra e cumprimenta a turma, mas ninguém lhe dá atenção, estão todos conversando. O professor começa a escrever no quadro, diz para os alunos copiarem, pois aquilo iria cair na prova, mas os alunos fingem que não ouvem e continuam conversando.
            Quando o relógio marca quinze horas e vinte minutos, o professor libera a turma para o intervalo e fica na sala para corrigir as provas. Ele fica decepcionado com os alunos, pois todas as notas ficaram abaixo da média.
            O sinal toca e os alunos voltam para a sala. Eles fazem muito barulho, como se quisessem perturbar o juízo do professor, que visivelmente abatido, sai da sala para se acalmar. Os alunos comentam sobre como o professor é chato, sobre a fulana que perdeu a virgindade, sobre uma colega que passou mal no intervalo depois que disse ter tido uma visão, e vários outros assuntos que não tinha nada haver com a matéria.
            O professor volta à sala e começa a distribuir as provas, então os alunos ficam revoltados com as notas baixas e começam a reclamar, e aquilo começa a fazer efeito na mente do professor que de uma hora pra outra dá um grito e se transforma em outra pessoa.
Começa a socar a mesa, pula de um lado para outro, distribui um festival de socos nos alunos que tentam a sorte de parar o professor. Um aluno de porte físico médio pula em cima das costas do professor. O professor gira de um lado para o outro tentando tirar o aluno de cima dele e bate com as costas do aluno na parede. Ouve-se um estalo e o aluno já sabe que nunca mais vai andar. O professor joga o aluno no chão e o esmaga pulando em cima dele.
A polícia chega e usa a arma de choque elétrico para conter o professor. O professor cai no chão tremendo como um epiléptico e o policial o algema. Enquanto os policiais saem levando o professor para o camburão, aluna que havia passado mal durante o intervalo sai da enfermaria e começa falar como uma louca:
– Eu sabia, eu sabia!

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