– O que
você quer de mim? – Perguntou Coruja enquanto andava para trás.
– Como
assim o que eu quero de você? Eu quero acabar com a tua vida, assim como você
acabou com a minha. – Respondeu Anônimo em um tom de voz sádico.
– Mas você
tá vivo, olha, você voltou.
– É, eu
voltei, e não foi graças a você. Se não fosse uma convulsão, eu não estaria
aqui agora.
– Por
favor, não me mate! – Coruja começou a chorar.
– Por que
eu teria piedade de uma criatura sem vergonha que nem você, e além do mais, eu
vou te fazer um favor, eu sei que você está doente, e que vai morrer logo, e
sei que está criando uma órfã, e que matou os pais dela pra cria-la.
– Como você
sabe disso? Morte, é você?
– Não! Sou
apenas o filho dela. Ou você acha que ela iria deixar o filho dela morrer nas
mãos de um ser tão inútil?
– Cala a
boca! – Coruja se armou para atacar Anônimo e parou no mesmo instante em que
Anônimo criou um raio em sua mão esquerda.
– Se tentar
alguma gracinha eu te mato agora mesmo, vamos sair daqui, tenho um lugar melhor
para brincar contigo. – Anônimo puxou Coruja para perto dele com telecinésia e
desapareceu na escuridão da floresta.
______________
– Cadê o Anônimo? Já faz seis horas que ele foi pro
mundo superior e até agora não voltou. – Disse Green Fairy voando de um lado
para o outro.
– Essa demora tá muito estranha, se ele não voltar eu
pego um dos livros dele e abro um por... – Peacock parou de falar assim que um
portal de abriu.
– Eu falei que eu traria esse pedaço de merda falante
pra nós darmos um jeito. – Disse Anônimo enquanto jogava Coruja da Peste com
força em uma parede e saía do portal. Todos olharam surpresos para Coruja e depois
para Anônimo. – Vamos deixar pra comemorar depois, primeiro vamos matar a
desgraça, mas não aqui.
Anônimo abriu outro portal, e enquanto os Dez Mestres
da Loucura atravessavam-no, Anônimo pegou Coruja pelo pescoço e a jogou para
dentro do portal. Em uma dimensão desconhecida, onde tudo o que existia era
nada, um completo vazio.
Uma cadeira elétrica surgiu, Coruja foi forçada a
sentar na cadeira. Antes de ligar a cadeira, Anônimo retirou os poderes de
Coruja e os enviou para a Morte.
– Em breve você vai para onde seus poderes estão. Quem
quer ser o primeiro a apertar o botão? – Disse Anônimo.
Hawk Ballad foi o primeiro, logo depois, os outros
nove também fizeram a mesma coisa. De repente, a boca de Coruja começou a ser
costurada e Soul Star começou a arrancar as unhas de Coruja, uma por uma. Ao
mesmo tempo, Crazy Diva descascava a pele do abdômen de Coruja, que em um
segundo passou de uma cadeira elétrica para uma maca fria de metal. Pó de mico
com vidro foi jogado no abdômen recém-aberto de Coruja, que não se mexia, mas
sentia toda a dor causada pela tortura. Peacock começou a jogar ácido em
Coruja, New Master pegou uma corrente e começou a bater em Coruja, Green Fairy
foi cortando a pele que restava de Coruja com uma adaga.
– Mestres da Loucura, eu quero a atenção de vocês.
Agora chegou a hora de mandar esse demônio pra Tártaro, peguem suas adagas,
vamos arrancar o coração dela.
Dito isso, Anônimo fez uma incisão no grande peitoral
de Coruja e depois arrancou o osso esterno à força. O coração de Coruja ainda
pulsava, bem fraco. Anônimo convocou todos para ficarem em volta da maca e
explicou o que tinha que fazer. Quando Anônimo fez o sinal, todos cravaram a
adaga no coração de Coruja.
A alma de Coruja saiu do corpo e ficou girando e
gritando como um demônio, ela tinha uma aparência horrenda que não lembrava em
nada um ser humano. Anônimo cortou todas as veias e artérias que ligavam o
coração ao corpo, pronunciou algumas palavras estranhas e a alma de Coruja foi
sendo sugada para o coração. Houve um terremoto e de repente Tártaro apareceu.
Todos ficaram assustados com a aparência da dimensão infernal que era Tártaro.
Anônimo fez reverência e entregou o coração de Coruja a Morte. A Morte, por sua
vez, amassou o coração e direcionou a alma para o turbilhão de almas
atormentadas. Peacock que estava querendo saber sobre Divine Pepper, se dirigiu
a Morte e perguntou:
– A alma da Divine Pepper veio parar aqui?
– Não, nem eu sei onde a alma dela foi parar. –
Respondeu a Morte.
– Eu acho que eu sei onde ela está, e se estiver onde
eu acho, não tem volta. – Disse Soul Star. – Acho que a alma dela ficou presa
no corpo morto da lacraia gigante e a alma dela só vai ficar livre quando o
corpo da
lacraia se decompuser.
Peacock não falou nada. Anônimo abriu um portal para o
submundo e abriu outro para o mundo superior na Nova Cidade dos Loucos.
– Enfim em casa. – Disse Peacock.
– Ainda temos que recuperar a cidade original. –
Gritou Hawk Ballad de um cômodo afastado.
– Então vamos ué, soube que o diabo está lá, e eu
quero atormentá-lo. – Falou Green Fairy em tom de brincadeira.
Os Dez Mestres da Loucura desceram para o térreo do
prédio, pegaram suas motos e saíram correndo em direção a original Cidade dos
Loucos.
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