“Puta que pariu!“ Foi só o que minha mente conseguiu produzir, e nesse momento eu percebi que eu havia começado uma jornada de afastamento da realidade, uma jornada lenta e que eu recebi como um alívio, mas ainda sentia, ouvia, e podia falar, eu ainda não estava catatônico.
– Ó, eu vou tirar a fita adesiva da sua boca, mas se gritar leva um chute nos ovos! – Disse Tonho com um tom de voz alternando entre o infantil e o grosseiro.
Ele lentamente tira a fita adesiva, quase não sinto nada, acho que levei tanta porrada dormindo que meu corpo está todo entorpecido. Assim que ele tira, eu cuspo sangue e dentes no chão, eu acho que apanhei dos dois, do Tonho e do Rogério.
– Por que ainda não me matou? Você já conseguiu o que queria, não é? – Eu sussurro.
– E o que eu queria? Você por acaso lê mentes? Até onde eu sei o praticante de magia negra aqui sou eu seu moleque filho da puta! – Disse o Tonho
– Cacete – Murmuro num tom impaciente – Seu objetivo não era se vingar da minha avó destruindo a minha mente?
O velho ri loucamente e diz entre risos: