Um homem caminha em direção à
sala de aula, é o professor. Ele entra e cumprimenta a turma, mas ninguém lhe
dá atenção, estão todos conversando. O professor começa a escrever no quadro,
diz para os alunos copiarem, pois aquilo iria cair na prova, mas os alunos
fingem que não ouvem e continuam conversando.
Quando o
relógio marca quinze horas e vinte minutos, o professor libera a turma para o
intervalo e fica na sala para corrigir as provas. Ele fica decepcionado com os
alunos, pois todas as notas ficaram abaixo da média.
O sinal
toca e os alunos voltam para a sala. Eles fazem muito barulho, como se
quisessem perturbar o juízo do professor, que visivelmente abatido, sai da sala
para se acalmar. Os alunos comentam sobre como o professor é chato, sobre a
fulana que perdeu a virgindade, sobre uma colega que passou mal no intervalo
depois que disse ter tido uma visão, e vários outros assuntos que não tinha
nada haver com a matéria.
O professor
volta à sala e começa a distribuir as provas, então os alunos ficam revoltados
com as notas baixas e começam a reclamar, e aquilo começa a fazer efeito na
mente do professor que de uma hora pra outra dá um grito e se transforma em
outra pessoa.
Começa a socar a mesa, pula de um
lado para outro, distribui um festival de socos nos alunos que tentam a sorte
de parar o professor. Um aluno de porte físico médio pula em cima das costas do
professor. O professor gira de um lado para o outro tentando tirar o aluno de
cima dele e bate com as costas do aluno na parede. Ouve-se um estalo e o aluno
já sabe que nunca mais vai andar. O professor joga o aluno no chão e o esmaga
pulando em cima dele.
A polícia chega e usa a arma de
choque elétrico para conter o professor. O professor cai no chão tremendo como
um epiléptico e o policial o algema. Enquanto os policiais saem levando o
professor para o camburão, aluna que havia passado mal durante o intervalo sai
da enfermaria e começa falar como uma louca:
– Eu sabia, eu sabia!
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