05/11/2011

Anônimo – O Destruidor Chegou

Amanheceu no Submundo, e os Dez Mestres conseguiram chegar ao Palácio do Submundo. Mas ainda não haviam feito um plano para entrar.

– WereWolf, você consegue pular até ali em cima? – Perguntou Hawk Ballad.

– Claro. Mas eu acho que não vai ser preciso. – Respondeu WereWolf.

– Por quê?

– Olha pro portão. – WereWolf disse isso porque o portão que dava acesso ao Palácio do Submundo se abriu.

– Estranho isso, se o dono desse Palácio prendeu o Anônimo, qual foi o motivo que o levou a abrir o portão pra nós? – Disse Peacock.

– Não importa, o que importa é que eu quero ver meu filho e com vida.  – Disse WereWolf apressando os outros. – Vamos entrando porque eu não sei até quando essa recepção amigável vai durar.

– Calma WereWolf, você vai ver seu filho, mas tenha paciência, todos nós estamos cansados, abatidos e ansiosos que nem você. – Falou Green Fairy com uma voz cansada. – Tô doida pra voltar pro conforto do mundo superior, não vejo a hora de isso acabar.

– Mas agora vamos que tô com pressa! – Quem ficou ansiosa agora foi Warrior Woman. – Vamos?


E os Dez entraram. Ao entrar no palácio, um corredor largo ficou todo iluminado. Era um corredor bem sombrio, com lustres de esqueletos e velas no teto, a parede decorada com ossos humanos e crânios à meia altura da parede, e uma estranha luz vermelha que guiava os Mestres até um cômodo. Os Mestres seguiram pelo caminho estranhamente iluminado e chegaram à Sala do Trono.

Chegando à Sala do Trono, eis que os Dez Mestres encontram Vernus sentado de um modo familiar no trono. Eles fizeram uma cara de “que isso?” e ficaram calados por um longo tempo, então o falso Vernus decidiu quebrar o silêncio.

– Se vocês vieram resgatar o Anônimo já é tarde demais.

– O quê?! – Gritou WereWolf já com tom de choro na voz. – Ele... ele... morreu? Era o único filho que eu tinha, eu sabia que eu deveria...

– Não! Ele não morreu! Ele fugiu, abriu a cela e saiu. Então ele veio até aqui na minha sala, me desafiou e me matou.

– Hã? Como meu afilhado te matou se você tá vivo? – Perguntou Green Fairy assustada.

– Porque esse não é meu corpo, vocês não reconheceram o modo de sentar? – Ao dizer isso, o corpo de Vernus caiu para frente e uma alma com um capuz preto e uma foice sai de seu corpo e se materializou em pé, em cima do trono. – Tem certeza que vocês não estão me reconhecendo?

– Anônimo! – Gritou Peacock. – Essa voz não me engana, é você Anônimo!

– Acertou Peacock! – Disse Anônimo tirando o capuz e mostrando seu rosto. – Até ontem eu tava praticamente morto! Eu só tô aqui pelo motivo de eu ter feito uma visitinha pra mamãe Morte!

– Mas nós recebemos sua mensagem pedindo socorro, como é que você tá aqui, agora vivo, e como você fez esse feitiço pra possuir o corpo desse traste aí? Pelo que eu sei, você não é feiticeiro – Falou She.

– Como eu disse, eu estava praticamente morto até ontem, mas eu fiz uma visita para minha Mãe, e depois dessa visita, digamos que, eu voltei para o Submundo com muito mais poderes. Dentro desses poderes que eu ganhei, está o de feiticeiro. Ontem eu estava no mesmo nível de poder da Coruja, mas agora, depois que eu acelerei o tempo aqui dentro do Palácio e estudei muitos livros de feitiços e encantamentos, eu estou em um nível muito superior ao dela. Mas agora temos que armar um plano pra matar a Coruja. Eu tenho um plano.

Anônimo falou seu plano, mas alguns deram mais ideias para que o plano fosse bem executado. Eles falaram sobre a abertura do portal, a morte da Coruja e a retomada das duas cidades. Para abrir o portal, Anônimo precisava que todos os mestres concentrassem suas energias em um determinado ponto e depois ele iria transformar aquela energia acumulada em um portal. Até conseguirem achar o ponto certo, passaram-se cinco horas. Quando conseguiram, Anônimo fez o que tinha que fazer e entrou no portal.

Coruja estava apreensiva, pois sabia que alguma coisa iria acontecer em breve, ela tivera sonhos durante toda a semana, e esses sonhos apontavam sua derrota. Suzana estava na casa da mulher que era o braço direito de Coruja da Peste, Chiara.

Chiara era uma mulher de cabelos curtos e pretos, sempre usava maquiagem pesada. Alta e muito branca, Chiara era a irmã mais velha de Coruja da Peste. Quando Coruja mandou Divine Pepper para o submundo, era tudo uma armação de Coruja da Peste e Chiara.

Coruja da Peste passou o dia todo trancada em seu quarto, com medo, ao contrário de quando ela mandou Anônimo e os Dez Mestres para o Submundo. Ela não estava fraca, sabia que iria perder a batalha. Mas havia deixado instruções para Suzana e para Chiara. Caso Anônimo reaparecesse, elas teriam que passar um bom tempo escondidas e bem longe das duas cidades.

Já eram três horas da tarde quando Anônimo surgiu perto de um rio, saído de um portal do submundo. Anônimo sentou-se a beira do rio e disse a si mesmo:

– Agora é só esperar o pôr-do-sol e pronto, já poderei executar minha vingança.

Chiara deixou Suzana em casa e foi saber notícias de Coruja. Doseu, servo de Coruja, recebeu Chiara.

– Minha irmã está? – Perguntou Chiara

– Está, mas ela pediu para não ser incomodada.

– Mas você pode me dizer como ela está?

– Ela disse que está apenas com uma virose, mas pediu para ficar sozinha.

Suzana aproveitou que a porta estava destrancada e saiu. Ela queria ver a cidade, ver pessoas diferentes, tão logo saiu da casa de Chiara, foi voando para o centro da cidade. Parou em cima de um prédio e ficou observando o sol se pôr. O sol se pôs e Suzana desceu do prédio. Assim que Suzana chegou ao chão ouviu um forte estrondo.

Anônimo começou sua vingança. Fazia as casas se incendiarem-se, explodia carros, matava qualquer um que aparecia em sua frente, causava terremotos que faziam as casa desabarem, e outras coisas.

Enquanto Anônimo destruía mais um bairro da Cidade dos Hipócritas, Suzana apareceu na frente de Anônimo. Ela queria fazer algo, mas seu medo a paralisou, a única coisa que ela conseguiu fazer, foi gritar bem alto para Anônimo:

Vai embora daqui seu assassino nojento!

Anônimo olhou bem para ela, e começou a hipnotizá-la. Assim que a hipnose chegou ao seu ponto máximo, Anônimo pensou no que faria com Suzana, pois ao ler a mente de Suzana, Anônimo descobriu que ela era filha adotiva de Coruja. Primeiro ele pensou em matá-la, depois pensou em usá-la para conseguir pegar Coruja, mas decidiu não fazer nada com ela. Anônimo pegou-a no colo e a levou para o estacionamento de um shopping e a trancou em um carro com buracos para ela respirar.

Ao sair para a rua, Anônimo tentou contato telepático com os outros dez que haviam ficado no Submundo, mas não conseguia. Depois de andar pela cidade destruída, Anônimo chegou ao Palácio de Coruja da Peste. Os servos de Coruja se prepararam para atacar Anônimo, mas com a foice que apareceu em sua mão, Anônimo literalmente arrancou a alma de todos ali. Subiu as escadas flutuando e se dirigiu aos aposentos de Coruja. Ao encontrar a porta trancada, Anônimo colocou sua capa de ceifador de almas e atravessou a porta do quarto. Ao entrar no quarto não viu ninguém, apenas a janela aberta. Olhando pela janela, Anônimo viu Coruja correndo no meio da mata.

Coruja estava correndo muito rápido e com muito medo de Anônimo alcançá-la. Toda hora ela olhava para trás, e foi em uma dessas olhadas para trás que ela viu um vulto correndo atrás dela. Ao virar o rosto para frente, ela parou na hora e gelou. Ela viu Anônimo a dois palmos na frente dela. Anônimo disse bem baixinho:

– Finalmente nos encontramos.

Continua...

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