26/07/2011

Anônimo – Castigo Injusto

Coruja estava agora com as duas cidades em suas mãos, os Dez Mestres desapareceram, Anônimo foi sacrificado, e Divine Pepper foi traída por Coruja. Todos os doze que passaram pelo portal foram para o submundo, uma dimensão de pesadelos, um lugar horrível. Onze foram parar na Planície da Vasta Escuridão, mas Anônimo foi parar no que parecia ser uma cela, e foi parar lá acorrentado. Anônimo estava pensando:

– Como eu vim parar aqui? Em uma hora eu tava na Nova Cidade dos Loucos lutando com a Coruja, e do nada venho parar aqui. E de onde surgiram essas correntes?...

Os pensamentos de Anônimo foram interrompidos pelos passos que ecoavam fora da cela escura. Então um esqueleto abriu a porta e começou a espalhar uma fumaça sonífera, Anônimo desmaiou na hora. O esqueleto o desacorrentou e o levou até a sala de Vernus, o líder das criaturas do submundo e capacho de Coruja. Outros esqueletos acorrentaram Anônimo em uma cadeira elétrica. Vernus gritou:


– Acorda verme! Acorda, vamo que eu não tenho o dia todo!

– Quem é você desgraça?! Por que eu tô acorrentado nessa cadei... AAAAAAAAHHH! – Anônimo levou uma descarga elétrica.

– Cala a boca! Quem faz perguntas aqui sou eu! Por que a Senhora Coruja te odeia tanto?

– É da sua con... AAAAAAAAAAAHHHH! – Anônimo levou mais um choque, nisso Vernus explicou para Anônimo que cada vez que ele o desafiasse, iria levar choques cada vez mais fortes.

– Agora me responda educadamente à pergunta que eu te fiz.

– É porque eu ajudei a exilá-la da Antiga Cidade dos Loucos. – Disse Anônimo bem baixo e pianinho.

– E por que você fez isso?

– Te interes... AAAAAAHHH!

– Esquece. Você é um caso perdido mesmo, a Senhora Coruja pediu para eu te torturar, mas pediu para te deixar vivo, mesmo que você não respondesse às minhas perguntas, você iria sofrer mesmo. E só para começar vou deixar a cadeira elétrica ligada. Tá?

– Não, não faça isso, não, não... AAAAAAAAAAAAHHHHHHH!

Longe dali, os Dez Mestres encontraram Divine Pepper, sentada em posição fetal, repetindo:

– Ela vai vir me buscar, ela vai vir me buscar, ela vai vir me buscar...

WereWolf já preocupado com Anônimo, vai em direção a Divine Pepper e começa a falar:

– Onde tá meu filho?! Pra onde aquela peste mandou meu filho?! Responde traidora!


Divine Pepper continuava na posição fetal e repetindo a mesma coisa, Green Fairy já estava nervosa e falou:

– Como é que é?! Dá pra falar ou não sua traíra?! Ou você quer levar uns tapas?!


Peacock interveio e disse:

– Gente, ela tá em estado de choque, vamo deixar ela se acalmar, depois ela se explica. Ok?

– Tá bom! – Disse Crazy Diva. – Mas ela vai ter que explicar direitinho e com todos os detalhes!

– Gente, vamos armar acampamento dentro da terra. É mais seguro. – Disse Hawk Ballad. Ele sabia disso porque ele já esteve no submundo quando foi assassinado. Então ele começou a dar aula sobre o submundo enquanto se armava o acampamento. – Aqui no submundo, o tempo passa mais rápido, pois, durante aquele tempo em que eu fiquei aqui, lá fora foram algumas horas, mas aqui foram quatro semanas, então por isso que lá fora, no mundo normal, eu voltei rápido, mas aqui se passou muito tempo. As noites daqui são muito traiçoeiras e o único lugar onde as criaturas não procuram, é debaixo da terra, não sei o porquê mas é isso o que acontece.

Depois de armarem o acampamento, todos entraram e carregaram Divine Pepper para dentro e fecharam a entrada deixando buracos para a respiração.

Nas masmorras do Palácio do Submundo, Anônimo estava caído no chão, acorrentado pelas mãos e pelos pés, nu e sem pelo nenhum no corpo. E a tortura só estava começando.

Mais tarde, Vernus mandou que levassem Anônimo para sua sala e o deixassem ali, caído e acorrentado. Vernus mandou que todos saíssem da sala e deixassem somente ele e Anônimo ali. Vernus chegou perto de Anônimo e disse:

– Se prepare, porque a tortura pesada é agora, a coisa vai ser bem hardcore.

Primeiro, Vernus começou a costurar a boca de Anônimo, mas Anônimo já estava sem forças nenhuma para resistir. Logo após, Vernus começou a arrancar lentamente as unhas de Anônimo, uma por uma. Depois, Vernus descascou a pele da barriga de Anônimo e jogou pó de mico com vidro moído. Despois da sessão de tortura, Vernus mandou que levassem Anônimo para a cela dele, mas que o deixassem na água quente.


Amanheceu no Submundo, e os Dez Mestres agora estavam tentando fazer Divine Pepper voltar ao normal, mas nenhum resultado, ela continuava na mesma. Green Fairy já sem paciência usou seu Pó Mágico e conseguiu trazer Divine Pepper de volta.

– Por que você não quis passar a liderança da cidade pro Hawk? – Perguntou Warrior Woman em tom de reprovação.

– Gente, eu não passei porque eu estava sendo manipulada pela Coruja, antes de ela me mandar para cá, ela me disse tudo.

– E por que ela te mandou para cá? – Perguntou Hunter.

– Ela disse que não esqueceu que eu ajudei a exilar ela da Cidade dos Loucos. Então, logo após ela sacrificar o Anônimo...

WereWolf interrompeu:

– O quê?! Aquela maldita sacrificou meu filho?!

– É, sacrificou-o em um portal para cá, foi uma armadilha da Coruja, e ela falou que logo após a tortura do Anônimo acabar e ele pedir pra morrer, ela vai caçar vocês aqui no submundo. Isso tudo nós planejamos antes de invadir a Nova Cidade dos Loucos.

– Ela acha que meu afilhado vai pedir pra morrer? Há ha, se eu conheço bem meu afilhado ele deve estar matando os torturadores. - Disse Green Fairy.

Soul Star sentiu uma vibração bem fraca no ar e identificou como sendo de Anônimo, era um contato telepático. Soul Star conseguiu fazer com que todos ouvissem a mensagem que dizia com uma voz bem fraca:

– Socorro... me ajudem... eu tô morreee...eendo... tá tão escuro aqui... e eu não vejo nenhuma luz... eles querem que eu peça pra morrer... cadê meu pai? – E a mensagem acabou.

WereWolf ficou desesperado, pois um pai saber que um filho está em uma situação dessas é difícil. Divine Pepper estava se sentindo culpada e estava falando com Peacock:

– É tudo culpa minha, se eu não tivesse cedido ao controle da Coruja ela não faria isso com o Anônimo. Tudo isso por minha culpa.

– Calma Divine Pepper, a culpa não é só sua, a culpa também é da Coruja, foi ela quem mandou o Anônimo pra cá, foi ela quem nos mandou pra cá, então, a maior parte da culpa é dela.

– Eu sei disso, mas eu me sinto culpada por tudo isso, eu ajudei.

– Vamo parar com essa conversa que já tá me deixando para baixo.

O dia já ia anoitecendo e eles voltaram para a caverna. No Palácio do Submundo, mais uma noite de tortura ia começar.

Continua...

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